Encontro-me nas curvas da saudade, num devaneio feito de sombras e acasos.Espero-me entediada de dramas e dores que eu mesma crio.
Tento destruir meu medo, mas não desato os nós de meus próprios segredos.Esbarro-me na solidão de um mundo ameaçado de saudades eternas.Entrego-me ao nada, enquanto conformo-me com tudo.
Quero ser descrente de um amor latente que pende-se ao abismo das ilusões coloridas,dos sons que gemem de medo do nada mais, ou do talvez.
Curvo-me diante de um espelho sem brilho e farejo migalhas de paixão...
Quem é a mulher que sorri no reflexo das próprias mágoas?
Enveredo-me por caminhos escuros e mesmo assim procuro a paz.
Tateio o rosto do acaso, enquanto aguardo o tilintar das taças transbordantes de um mel azedo e gasto.
Situo-me e perco-me! Desgasto-me e tremo!Carrego nas pálpebras o peso do descaso que teima em permanecer num sono inerte se sonhos...
Embebedo-me de planos e espero que o céu adormeça de estrelas cadentes.
Sirvo-me do veneno doce que engana a alma sofrida e aquece o coração que abandonou-se dos desejos.
Devaneios tortos...
Acordo-me e ainda assim fecho os olhos enquanto espero mais um amanhã de mil esquinas e infindáveis curvas, intermináveis e incompletas!(AnaLucia- 29/01/2009)
O amanhecer sempre nos abre novos caminhos.....e com ele encontraremos a esperança,.....para conosco caminhar seguinte sempre em frente...bjs
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